terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Fica a dica!

Aí que estávamos no ambulatório de Ginecologia Geral...
Maior inferno, mil pastas para atender, pacientes reclamando que estava demorando muito, e nós, pobres estudantes, tentando absorver informações que a professora passava, sem nem respirar ao fim da frase.

Até que de repente as coisas pareceram ainda mais caóticas...
Ainda eram mil pacientes, ainda estava a maior confusão, ainda tinhamos mil casos para discutir e pacientes impacientes em posição ginecológica... só que isso já não importava muito.

Não fui eu quem atendi... foi um residente (graças a Deus!), mas ela tinha 26 anos e voltava, nervosa, para receber o resultado de um exame.
Fora diagnosticada pouco tempo antes com câncer de colo de útero e essa notícia já tinha sido devastadora... aí o tratamento já não era dos mais simples (conização) e o que o médico tinha pra dizer era menos ainda. As margens da peça retirada no procedimento estavam comprometidas... resultado: não havia outra conduta a não ser a retirada total do útero.

A paciente não tinha filhos...
Nunca teria.

História trágica... tiremos uma lição: PAPANICOLAU, galera!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Recortes


Pegando os pedaços da minha vida descritos nesse blog, qualquer pessoa deve pensar que eu sou uma pessoa triste...

Mas gente, NÃO SOU!


Há...

sério mesmo!


É que isso aqui é meu refúgio...

Meu lugar de reclamação...

Onde eu entro e posso me abrir, com o mínimo de poesia, para que as coisas saiam de meu peito.

Ler minhas agonias em palavras fazem com que as coisas circulem, se tornem mais leves...


Sou uma pessoa feliz... tenho mtas coisas na minha vida, praticamente tudo que eu posso desejar.

Mas sou uma pessoa... e isso me torna insegura, caprichosa, cheia de dúvidas e, principalmente, reclamona.


Estou em busca da leveza escrevo aqui o que há de mais pesado nessa vida...


"A felicidade não é coisa desse mundo"

domingo, 2 de novembro de 2008

Sou uma velha rabugenta.

Ando cansada...

Não só aquele cansaço de falta de sono que todos nós temos de tempos em tempos e que me acomete diariamente.

É um cansaço interno... que vem lá do fundo.

Um cansaço sem causa aparente, mas com mil justificativas (vãs)...

Explicado pela tentativa incessante de entender pq estou tão cansada...
Pode-se dizer que é um ciclo vicioso = me canso -> penso pq me canso -> não concluo nada -> me canso mais ainda.

Explicado pela constante "incomodação" sobre o futuro... pelo pensamento que "eu preciso decidir" (essa frase dita com a urgência que causa qualquer pensamento sobre o que será da sua vida... aquela urgência pré-vestibular).

Explicado, ainda, pela sempre presente insatisfação com as coisas do presente, com minhas atitudes pessoais, com essa culpa que carrego (que é naturalmente minha, talvez tenha nascido com ela... ela é meu pecado original).

Enfim... meu cansaço é sentido no corpo e na alma.
Nem Red Bull resolve.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Segunda-feira: cinema à R$ 3,00


Era uma vez uma segunda-feira fria e chuvosa...
Duas amigas, sem dinheiro no bolso, resolveram aproveitar o desconto no preço do cinema (que está custando os olhos da cara nos dias de hoje). Pegaram a sessão das 19:00 h, que era pra não acabar tarde, e compraram o combo pequeno, pipoca, coca light e sonho de valsa.
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Era mais um filme de amor. Acho que se não fosse eu não estaria sentada aqui escrevendo sobre ele. Talvez eu não consiga comentar sobre outro tipo de filme...
E devo dizer que eu, no auge dos meus 24 anos, ainda fico sorrindo, com cara de boba, ao ver naquela telona uma história de amor linda e irreal. Ainda sinto lágrimas nos meus olhos quando algo de errado acontece e faz com que o casal não possa ficar junto, por um tempo ou pra sempre.
E não importa quantas vezes meu coração seja despedaçado, ainda existe aquela esperança que amores são para sempre, que paixões podem ser despertadas com o olhar e que os toques podem soltar faíscas.
Me sinto meio boba...
Tomaria um potão de sorvete agora se não estivesse de dieta (sempre!).
Vou dormir.
PS: em um dia como hoje, peguem seus trocados e assistam "Noites de Tormenta"... filmes de amor assim lavam a alma!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

No alarm and no surprises... ¹

"I have desired to go

Oh, I have asked to go

Where a few lilies blow

To fields where flies no sharp and sided hail

And springs not fail

And springs not fail



And I have asked to be

Oh, I have asked to be

Out of the swing of the sea

Where the green swell is in the heavens won

And no storms come

And no storms come" ²



¹Radiohead - No surprises

²The Innocence Mission - No Storms Come

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Triste...

Ela chegou em casa pequena, mas um pouco mais velhinha que as pessoas estão acostumadas.
Era beeem magrinha, meio doentinha, mas feliz... mto feliz.

Quando via a gente balançava o rabo... e assim o corpo inteiro.

Cuidamos dela até ela ficar bem, dormia dentro de casa e lá passava o dia inteiro. Até que ela ficou grande demais e colocamos ela no quintal. As primeiras noites ela deitava no meu colo, toda enroladinha, e assim dormia. Eu a pegava e levava pra caminha, com todo cuidado p ela não acordar, pq aí ia ter que começar tudo de novo.

Era tão alegre, mas tão alegre, que nem seu porte todo de Boxer assustava as pessoas. Pq ela chegava, pulava, lambia e conquistava qualquer pessoa e a idéia de ser um cão de guarda se foi logo que passamos a conhecer sua índole... mas mesmo assim passava segurança, talvez por seu companheirismo.

E aí um dia... de repente... voltei pra casa e a única coisa que minha mãe precisou dizer foi "senta..." e pronto, eu já sabia.

Tenho saudades como teria de qualquer pessoa da minha família.

O nome dela era Hebe, o que nada tem a ver com a apresentadora e sim com a deusa grega da juventude, o que, por si só, já diz tudo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um calor de 40°C

Campinas é um inferno! E isso transforma meu humor de uma forma incontrolável!

Enfim... mesmo depois de tomar 2 picolés (50 centavos cada um lá no posto de saúde... uma benção!) minha temperatura corporal continuou elevadissíma.

Indo para casa, meu carro com pouca gasolina e, portanto, sem poder ligar o ar condicionado, fui olhando as coisas ao meu redor, daquela maneira que pessoas com o saco quase explodindo olham ("Ah, como esse mundo está cinza hoje" = sol brilhando, céu azul e pássaros cantando).

Foi aí que eu notei a sujeira que a cidade vira em época de eleições...

Não aguento mais olhar pra imagem dessas pessoas, sorrindo, com cara de "votem em mim que eu preciso de um emprego".
Fora os nomes que publicitários formados por aí criam, tipo "Paulão Show de Bola", e slogans mais interessantes ainda, tipo "Nesse eu vou!"

Eu compreendo como é importante o direito de votar... e a propaganda na TV nem me irrita tanto quanto irrita outras pessoas (graças a deus pela TV paga!!), mas a sujeira que vira a cidade, bom, essa não há picolé que resolva!